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terça-feira, 4 de outubro de 2011

projeto criança canabrava

rojeto Criança Canabrava tem nova sede
Marília Nunes não quer nem lembrar do tempo em que catava lixo no aterro de Canabrava. Dos 8 aos 10 anos, junto com a família, ela sobrevivia em condições subumanas e não ia à escola. Hoje, aos 18, se prepara para fazer vestibular para pedagogia. Junto com outras crianças e adolescentes, a ex-filha de badameiros participou, ontem pela manhã, da inauguração da sede do projeto Criança Canabrava, que desde 1998 atua na área do antigo lixão, oferecendo noções de cidadania, reforço escolar e qualificação profissional para as meninas e meninos que antes cresciam em meio aos dejetos.
Além dos jovens atendidos pelo projeto e de seus pais - alguns ex-catadores de lixo hoje trabalham no Parque oficinas, as crianças têm direito à alimentação, assistência médico-odontológica e bolsa-auxílio nos valores Socioambiental em que o antigo lixão se transformou -, participaram da solenidade o senador Antonio Carlos Magalhães, o prefeito Antonio Imbassahy e o secretário municipal de Serviços Públicos, Jalon Oliveira. Após a inauguração da sede do projeto, construída com telhas e tijolos ecológicos, houve uma apresentação das crianças, que recitaram poesias e mostraram números de dança. Também ocorreu a inauguração do monumento com a marca do Parque Socioambiental e, por último, o show musical com a banda Bicho de Cana, formada por moradores do bairro Nossa Senhora da Vitória (ex-Canabrava).
Exemplo - Durante a cerimônia, o senador Antonio Carlos Magalhães destacou a importância do trabalho realizado pela prefeitura em Canabrava, que transformou a realidade local e trouxe qualidade de vida para a comunidade. "Esse trabalho serve de exemplo não só para o Brasil, mas para outros lugares no mundo onde existe pobreza e exclusão da mesma forma que antigamente existia em Canabrava", afirmou.
O prefeito Antonio Imbassahy lembrou a situação de risco e as condições insalubres em que viviam mais de mil pessoas, inclusive 330 crianças, antes da extinção do aterro sanitário. Fazendo a retrospectiva da implantação do projeto, ele contou que o passo mais importante para a transformação de Canabrava em parque sócio-ambiental foi o pacto firmado com a comunidade, durante uma reunião em 1997, de que as crianças não entrariam mais no lixão, quebrando assim um ciclo que perdurou por mais de 20 anos.
A partir daí, a Sesp iniciou a campanha Criança no lixo nunca mais e desenvolveu o Projeto Criança Canabrava. Dos 330 jovens atendidos no início do programa, 230, com mais de 18 anos, foram encaminhados para o mercado de trabalho e outros cem, com idades que variam de 11 a 17 anos, continuam participando das oito oficinas: informática, dança, capoeira, música, reforço escolar, reparação de eletrodomésticos, horticultura e artes plásticas. Além das de R$65 (para aqueles até 14 anos) e R$180 (para os jovens entre 14 e 18).

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